Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

13-04-2026 | Moçambique no Centro das Geociências: Primeiro Dia do EAGE Energy Forum Focado na Pesquisa e Inovação

MAPUTO – Arrancou hoje, em Maputo, o EAGE Sub-Saharan Africa Energy Forum 2026. O primeiro dia ficou marcado por um forte apelo à inovação, levantamento de dados geológicos e à partilha de conhecimentos técnicos sobre o subsolo moçambicano. O evento, que decorre de 13 a 15 de Abril corrente em Maputo, reúne líderes do sector, geocientistas e engenheiros para debater o panorama energético da região e desbloquear o seu potencial. Os participantes, discutem temas como o histórico, a qualidade dos reservatórios e a observação das diversas facies deposicionais, entre outros aspectos de natureza técnica nas bacias emergentes e maturas.

Na sessão de abertura, o Secretário Permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), António Manda, sublinhou a importância estratégica do fórum para o país e encorajou os participantes a promoverem debates que resultem na identificação de caminhos e soluções tecnológicas capazes de viabilizar novas pesquisas nas bacias sedimentares no território nacional. O dirigente referiu ainda que, apesar dos desafios económicos, Moçambique é um país de grande potencial, cujas riquezas devem ser usadas como motor de transformação e desenvolvimento nacional.

Ao longo do dia, peritos nacionais e internacionais, incluindo quadros do Instituto Nacional de Petróleo (INP), partilharam as suas experiências sobre estudos de perfil e a riqueza das formações geológicas das Bacias Sedimentares de Moçambique e Rovuma. Em paralelo às apresentacões, decorre no local uma exposição técnica onde os profissionais do INP apresentam resultados de estudos recentes sobre o potencial de hidrocarbonetos em Moçambique, permitindo uma melhor compreensão das oportunidades e desafios do sector petrolífero no país.

Um dos momentos mais aguardados, agendado para o segundo dia de trabalhos, é o Core Workshop. Esta sessão prática, facilitada pelo INP em coordenação com a Core Laboratories (U.K.), permitirá aos delegados uma apreciação e exame macroscópico de deversas amostras de carotes provenientes das Bacias de Moçambique e Rovuma.

O fórum prossegue até quarta-feira, com sessões dedicadas à abordagem de áreas inexploradas (frontier) e ao papel das novas tecnologias na maximização do valor dos activos energéticos na África Subsariana.

Para mais informações, queira, por favor, contactar o Instituto Nacional de Petróleo, sito na Rua dos Desportistas Nº.259, cidade de Maputo, pelos números 21248300 ou 839511000. Pode ainda escrever para o e-mail comunicacao@inp.gov.mz e visitar as nossas páginas de facebook e LinkedIn para estar a par desta e outras matérias de destaque.

Notícias Recentes

PortuguêsptPortuguêsPortuguês

ÁREA 1

Na sequência do 2º concurso público para a concessão de áreas para pesquisa e produção de hidrocarbonetos, às companhias Anadarko Mozambique Area 1 e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, foi-lhes adjudicada a Área 1 em ambiente offshore da Bacia do Rovuma. A referida Área encontra-se localizada na parte norte da Província de Cabo Delgado, em águas rasas à muito profunda. O Contrato de Concessão de áreas para Pesquisa e Produção de Hidrocarbonetos (CCPP) foi assinado a 20 de Dezembro de 2006 e com a data efectiva a partir de 1 de Fevereiro de 2007.

ÁREA DE DESCOBERTA PROSPERIDADE

Estimativa mediana de 43 tcf (triliões de pés cúbicos) de gás.

4 Reservatórios Transzonais:

  • Oligoceno Superior Norte;
  • Oligoceno Superior Sul;
  • Oligoceno Inferior;
  • Eoceno Superior;

ÁREA DE DESCOBERTA TUBARÃO

Estimativa mediana de 3,4 (triliões de pés cúbicos) Tcf de gás natural.

ÁREA DE DESCOBERTA ORCA

Estimativa mediana de 8,4 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural

Os Reservatórios do são do Paleoceno.

ÁREA DE DESCOBERTA ORCA

Área de Descoberta Tubarão Tigre (1254 km2), tem 3 reservatórios do Cretáceo (K1,K2 e K3), sendo o K2 o melhor em Orca e Tubarão-Tigre e possui uma estimativa mediana de 0.323 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural. 

DESCOBERTAS TUBARÃO TIGRE E ORCA (CRETÁCICO LEQUE 1, 2 E 3), ROVUMA OFFSHORE ÁREA 1

A avaliação técnica completa do potencial do Cretáceo na Área 1, ente as Áreas de Descoberta Tubarão Tigre e Orca, determinou que contém reservatórios pequenos, descontínuos e de baixa qualidade, e isso provavelmente apresentaria desafios significativos no fornecimento de quantidades comercias de gás. Dos três reservatórios de Cretáceo (K1,K2 e K3) avaliados, o melhor é o K2 em Orca e Tubarão-Tigre que possui recurso médio de 0.323 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural.

DESCOBERTA ORCA (LEQUE DO PALEOCENO MEDIO), ROVUMA OFFSHORE ÁREA 1

Esta descoberta foi feita na Área 1 pela Anadarko em 2013 através furo Orca-1, cujo reservatório é de idade do Paleoceno Médio, tendo sido subsequentemente avaliada através dos furos Manta-1, Orca-2, Orca-3 e Orca-4.

A descoberta localiza-se a cerca de 10 Km da linha da costa, 250 Km da cidade de Pemba. Este reservatório é de idade do Paleoceno Médio e não é partilhado. A estimativa média dos recursos é de cerca de 8.4 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural in situ, segundo estimativas submetidas pela Total.

O reservatório na descoberta Orca encontra-se a profundidades que variam de 4000 à 5000m abaixo do nível médio do mar, e a coluna de água de cerca de 600m à 1200m. A extensão é de cerca de 30 Km.

DESCOBERTA TUBARÃO (EOCENO), ROVUMA OFFSHORE ÁREA 1

Esta descoberta foi feita pela Anadarko em Janeiro de 2011 através do furo Tubarão-1 e avaliada pelo furo Tubarão-2 (negativo) em 2013. A descoberta localiza-se a cerca de 25 Km da linha de costa, 50 Km do Nordeste do distrito da Mocímboa da Praia e 200 Km do Nordeste da Cidade de Pemba.

O reservatório encontra-se completamente na Área 1. A estimativa média dos recursos é de cerca de 3,4 tcf (triliões de pés cúbicos) de gás in situ.

O reservatório encontra-se a uma profundidade de 3500 a 4000 metros abaixo do nível médio das águas do mar. A coluna de água varia entre 800 e 1200 metros. A extensão da descoberta Tubarão é de cerca de 20 Km orientado de Oeste à Este.