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04-09-29 | INP MARCA PRESENÇA NO ARRANQUE DA NA 61ª EDIÇÃO DA FACIM    

FACIM 2026: Visita do Presidente da República Marca Arranque da Participação do INP

Marracuene, Ricatla — O Instituto Nacional de Petróleo (INP) iniciou a sua participação na 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2026) com uma mensagem clara: reforçar o conhecimento público sobre o seu papel enquanto Autoridade Reguladora do sector petrolífero em Moçambique.

A feira arrancou no dia 31 de Agosto, em Ricatla, distrito de Marracuene, sob o lema “Transformação Digital e Energética Rumo a uma Economia Sustentável”, reunindo instituições públicas, empresas, investidores e outros actores nacionais e internacionais.

O primeiro dia ficou marcado pela visita do Presidente da República, Daniel Chapo, ao stand de exposição do INP, integrado no Pavilhão do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

Durante a visita do Chefe de Estado, o INP deu a conhecer as principais actividades desenvolvidas pela instituição, bem como as oportunidades de investimento no sector petrolífero.

O Presidente do Conselho de Administração do INP, Engenheiro Nazário Bangalane, liderou a delegação da instituição, composta por membros do Conselho de Administração, de Direcção e técnicos das diferentes unidades orgânicas.

Regulação mais próxima do cidadão

Na FACIM 2026, o INP apresenta ao público as suas atribuições e competências reforçadas pela Lei do Petróleo n.º 8/2026, de 3 de Junho, que consagra a instituição como Autoridade Reguladora de Petróleo.

Ao longo da feira, os técnicos do INP terão a oportunidade de explicar aos visitantes como a instituição actua nas áreas de regulação, licenciamento, fiscalização, supervisão, monitoria, transparência e gestão de dados do sector petrolífero.

A exposição também apresenta áreas potenciais para pesquisa e produção de hidrocarbonetos, amostra de carotes, conteúdos ligados à Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono (CCUS) e à promoção de uma gestão responsável e sustentável dos recursos petrolíferos do país.

Mais do que apresentar projectos, o INP aproveita a FACIM para aproximar a regulação do público, esclarecer dúvidas e mostrar, de forma simples, como a actividade reguladora contribui para a gestão dos recursos petrolíferos de Moçambique.

A participação na FACIM reforça, assim, o compromisso do INP com uma regulação transparente, responsável e próxima do cidadão, ao mesmo tempo que cria um espaço de diálogo e partilha de conhecimento sobre o presente e o futuro do sector petrolífero nacional.

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ÁREA 1

Na sequência do 2º concurso público para a concessão de áreas para pesquisa e produção de hidrocarbonetos, às companhias Anadarko Mozambique Area 1 e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, foi-lhes adjudicada a Área 1 em ambiente offshore da Bacia do Rovuma. A referida Área encontra-se localizada na parte norte da Província de Cabo Delgado, em águas rasas à muito profunda. O Contrato de Concessão de áreas para Pesquisa e Produção de Hidrocarbonetos (CCPP) foi assinado a 20 de Dezembro de 2006 e com a data efectiva a partir de 1 de Fevereiro de 2007.

ÁREA DE DESCOBERTA PROSPERIDADE

Estimativa mediana de 43 tcf (triliões de pés cúbicos) de gás.

4 Reservatórios Transzonais:

  • Oligoceno Superior Norte;
  • Oligoceno Superior Sul;
  • Oligoceno Inferior;
  • Eoceno Superior;

ÁREA DE DESCOBERTA TUBARÃO

Estimativa mediana de 3,4 (triliões de pés cúbicos) Tcf de gás natural.

ÁREA DE DESCOBERTA ORCA

Estimativa mediana de 8,4 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural

Os Reservatórios do são do Paleoceno.

ÁREA DE DESCOBERTA ORCA

Área de Descoberta Tubarão Tigre (1254 km2), tem 3 reservatórios do Cretáceo (K1,K2 e K3), sendo o K2 o melhor em Orca e Tubarão-Tigre e possui uma estimativa mediana de 0.323 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural. 

DESCOBERTAS TUBARÃO TIGRE E ORCA (CRETÁCICO LEQUE 1, 2 E 3), ROVUMA OFFSHORE ÁREA 1

A avaliação técnica completa do potencial do Cretáceo na Área 1, ente as Áreas de Descoberta Tubarão Tigre e Orca, determinou que contém reservatórios pequenos, descontínuos e de baixa qualidade, e isso provavelmente apresentaria desafios significativos no fornecimento de quantidades comercias de gás. Dos três reservatórios de Cretáceo (K1,K2 e K3) avaliados, o melhor é o K2 em Orca e Tubarão-Tigre que possui recurso médio de 0.323 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural.

DESCOBERTA ORCA (LEQUE DO PALEOCENO MEDIO), ROVUMA OFFSHORE ÁREA 1

Esta descoberta foi feita na Área 1 pela Anadarko em 2013 através furo Orca-1, cujo reservatório é de idade do Paleoceno Médio, tendo sido subsequentemente avaliada através dos furos Manta-1, Orca-2, Orca-3 e Orca-4.

A descoberta localiza-se a cerca de 10 Km da linha da costa, 250 Km da cidade de Pemba. Este reservatório é de idade do Paleoceno Médio e não é partilhado. A estimativa média dos recursos é de cerca de 8.4 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural in situ, segundo estimativas submetidas pela Total.

O reservatório na descoberta Orca encontra-se a profundidades que variam de 4000 à 5000m abaixo do nível médio do mar, e a coluna de água de cerca de 600m à 1200m. A extensão é de cerca de 30 Km.

DESCOBERTA TUBARÃO (EOCENO), ROVUMA OFFSHORE ÁREA 1

Esta descoberta foi feita pela Anadarko em Janeiro de 2011 através do furo Tubarão-1 e avaliada pelo furo Tubarão-2 (negativo) em 2013. A descoberta localiza-se a cerca de 25 Km da linha de costa, 50 Km do Nordeste do distrito da Mocímboa da Praia e 200 Km do Nordeste da Cidade de Pemba.

O reservatório encontra-se completamente na Área 1. A estimativa média dos recursos é de cerca de 3,4 tcf (triliões de pés cúbicos) de gás in situ.

O reservatório encontra-se a uma profundidade de 3500 a 4000 metros abaixo do nível médio das águas do mar. A coluna de água varia entre 800 e 1200 metros. A extensão da descoberta Tubarão é de cerca de 20 Km orientado de Oeste à Este.