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19-01-26 | MOÇAMBIQUE CONSOLIDA-SE ENTRE OS GIGANTES DO INVESTIMENTO “UPSTREAM” EM ÁFRICA

O país integra a restrita lista dos oito maiores destinos de capital para a pesquisa e produção de hidrocarbonetos em 2025, impulsionado pelos projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL).

MAPUTO – Moçambique reafirmou a sua posição como um dos destinos estratégicos para o investimento no sector de upstream (pesquisa e produção) de petróleo e gás em África. De acordo com dados recentes da consultora Wood Mackenzie, citada pelo portal Businesses Insider Africa, o país figurou entre os oito principais centros de investimento do continente em 2025, superando a fasquia dos 500 milhões de dólares em fluxos de capital.

A Business Insiser África refere ainda que, a indústria de hidrocarbonetos em África atravessa uma fase de selectividade, onde as grandes multinacionais energéticas concentram os seus recursos em projectos de elevado potencial e menor risco. Neste cenário, Moçambique destaca-se ao lado de potências como a Nigéria e Angola, fruto do avanço dos seus projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL).

Ao contrário dos anos anteriores, onde o petróleo dominava as atenções, o gás natural emergiu em 2025 como o principal motor de novos fluxos de capital. Moçambique, com as suas vastas reservas na Bacia do Rovuma, posiciona-se como um fornecedor crucial não apenas para os mercados da Europa e Ásia, mas também para o desenvolvimento industrial doméstico e geração de energia na região da África Austral.

Enquanto a Nigéria liderou a lista com um investimento em activos de longo prazo de 5,3 mil milhões de dólares, Moçambique integra o grupo de elite que também garantiu importantes volumes de investimento (CAPEX) a par de países como o Uganda, Costa do Marfim e Gana.

A análise da Wood Mackenzie sublinha que o sucesso contínuo de Moçambique e dos restantes centros depende da capacidade de converter o potencial de pesquisa em produção efectiva. O foco dos investidores está agora direccionado para as Decisões Finais de Investimento (FID), que exigem clareza regulatória e incentivos fiscais competitivos.

O relatório destaca ainda que, as petrolíferas estrangeiras estão a reformular as suas carteiras, abandonando activos onshore de alto risco, duplicando o investimento em campos offshore e projectos de gás com maior vida útil de reservas.

Com o mundo a navegar na transição energética, Moçambique mantém-se como uma fronteira estratégica de hidrocarbonetos. O país é visto como um dos “centros” que irá moldar a história do petróleo e gás em África e no mundo, nos próximos anos, desempenhando um papel fundamental na segurança energética global.

Para mais informações, queira, por favor, contactar o Instituto Nacional de Petróleo, sito na Rua dos Desportistas Nº.259, cidade de Maputo, pelos números 21248300 ou 839511000. Pode ainda escrever para o e-mail comunicacao@inp.gov.mz e visitar as nossas páginas de facebook e LinkedIn para estar a par desta e outras matérias de destaque.

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ÁREA 1

Na sequência do 2º concurso público para a concessão de áreas para pesquisa e produção de hidrocarbonetos, às companhias Anadarko Mozambique Area 1 e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, foi-lhes adjudicada a Área 1 em ambiente offshore da Bacia do Rovuma. A referida Área encontra-se localizada na parte norte da Província de Cabo Delgado, em águas rasas à muito profunda. O Contrato de Concessão de áreas para Pesquisa e Produção de Hidrocarbonetos (CCPP) foi assinado a 20 de Dezembro de 2006 e com a data efectiva a partir de 1 de Fevereiro de 2007.

ÁREA DE DESCOBERTA PROSPERIDADE

Estimativa mediana de 43 tcf (triliões de pés cúbicos) de gás.

4 Reservatórios Transzonais:

  • Oligoceno Superior Norte;
  • Oligoceno Superior Sul;
  • Oligoceno Inferior;
  • Eoceno Superior;

ÁREA DE DESCOBERTA TUBARÃO

Estimativa mediana de 3,4 (triliões de pés cúbicos) Tcf de gás natural.

ÁREA DE DESCOBERTA ORCA

Estimativa mediana de 8,4 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural

Os Reservatórios do são do Paleoceno.

ÁREA DE DESCOBERTA ORCA

Área de Descoberta Tubarão Tigre (1254 km2), tem 3 reservatórios do Cretáceo (K1,K2 e K3), sendo o K2 o melhor em Orca e Tubarão-Tigre e possui uma estimativa mediana de 0.323 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural. 

DESCOBERTAS TUBARÃO TIGRE E ORCA (CRETÁCICO LEQUE 1, 2 E 3), ROVUMA OFFSHORE ÁREA 1

A avaliação técnica completa do potencial do Cretáceo na Área 1, ente as Áreas de Descoberta Tubarão Tigre e Orca, determinou que contém reservatórios pequenos, descontínuos e de baixa qualidade, e isso provavelmente apresentaria desafios significativos no fornecimento de quantidades comercias de gás. Dos três reservatórios de Cretáceo (K1,K2 e K3) avaliados, o melhor é o K2 em Orca e Tubarão-Tigre que possui recurso médio de 0.323 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural.

DESCOBERTA ORCA (LEQUE DO PALEOCENO MEDIO), ROVUMA OFFSHORE ÁREA 1

Esta descoberta foi feita na Área 1 pela Anadarko em 2013 através furo Orca-1, cujo reservatório é de idade do Paleoceno Médio, tendo sido subsequentemente avaliada através dos furos Manta-1, Orca-2, Orca-3 e Orca-4.

A descoberta localiza-se a cerca de 10 Km da linha da costa, 250 Km da cidade de Pemba. Este reservatório é de idade do Paleoceno Médio e não é partilhado. A estimativa média dos recursos é de cerca de 8.4 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural in situ, segundo estimativas submetidas pela Total.

O reservatório na descoberta Orca encontra-se a profundidades que variam de 4000 à 5000m abaixo do nível médio do mar, e a coluna de água de cerca de 600m à 1200m. A extensão é de cerca de 30 Km.

DESCOBERTA TUBARÃO (EOCENO), ROVUMA OFFSHORE ÁREA 1

Esta descoberta foi feita pela Anadarko em Janeiro de 2011 através do furo Tubarão-1 e avaliada pelo furo Tubarão-2 (negativo) em 2013. A descoberta localiza-se a cerca de 25 Km da linha de costa, 50 Km do Nordeste do distrito da Mocímboa da Praia e 200 Km do Nordeste da Cidade de Pemba.

O reservatório encontra-se completamente na Área 1. A estimativa média dos recursos é de cerca de 3,4 tcf (triliões de pés cúbicos) de gás in situ.

O reservatório encontra-se a uma profundidade de 3500 a 4000 metros abaixo do nível médio das águas do mar. A coluna de água varia entre 800 e 1200 metros. A extensão da descoberta Tubarão é de cerca de 20 Km orientado de Oeste à Este.