Naíma Capão é Moçambicana formada em Direito pela Universidade Eduardo Mondlane. Aprofundou seus conhecimentos na área jurídica bem como sobre o sector de oil and gas, através de diferentes iniciativas de treinamento e reciclagem, nomeadamente, Curso de Capacitação de Juristas em Matérias Específicas do Sector de Petróleo, promovida pele Agência Norueguesa de Desenvolvimento (NORAD).
Em 2007 e Curso sobre Sistemas Mundiais de Petróleo e Gás, e Análise de Contratos Modelo de Exploração e Produção, promovido pela Petroconsultant Energy.
Participou na cimeira dos Fórum dos Países Exportadores de Gás com sede em Doha, Estado de Qatar, na qual Moçambique se tornou membro observador.
Com uma experiência de mais de 20 anos no sector de petróleo e gás, teve um papel importante como coordenadora da Assessoria Jurídica do INP e da equipa negocial do Governo, que discutiu os termos e condicões contratuais, bem como na elaboração de diversos instrumentos jurídicos e contratuais que abriram os caminhos para a implementação dos projectos da Bacia do Rovuma, nomeadamente, os projectos Golfinho/Atum, Coral Sul FLNG, assim como o Rovuma LNG, por um lado, e por outro, coordenou a equipa que reviu o pacote legal e regulatório dos projectos da Bacia do Rovuma.
Com uma experiência de mais de 20 anos no sector de petróleo e gás, teve um papel importante como coordenadora da Assessoria Jurídica do INP e da equipa negocial do Governo que discutiu os termos e condições contratuais, bem como na elaboração de diversos instrumentos jurídicos e contratuais que abriram os caminhos para a implementação dos projectos da Bacia do Rovuma, nomeadamente, os projectos Golfinho/Atum, Coral Sul FLNG e Rovuma LNG. Por outro lado, coordenou a equipa que reviu o pacote legal e regulatório dos projectos da Bacia do Rovuma
Igualmente participou activamente na revisão da Lei de Petróleos, em vigor, do respectivo regulamento de operações petrolíferas e na revisão do contrato de concessão modelo bem como de outra legislação pertinente do sector.
Nos últimos anos, tem tomado parte em diferentes eventos nacionais e internacionais, de natureza formativa ou informativa, ligados ao sector de petróleo e gás, actuando em representação do INP e também como oradora dos mesmos.
Actualmente com a função de Membro do Conselho de Administração, a exercer funções de Administradora do Pelouro de Gestão de Concessões e Contratos, tem-se cingido na implementação das melhores práticas internacionais, dando primazia aos interesses nacionais e o desenvolvimento sustentável.
Na sequência do 2º concurso público para a concessão de áreas para pesquisa e produção de hidrocarbonetos, às companhias Anadarko Mozambique Area 1 e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, foi-lhes adjudicada a Área 1 em ambiente offshore da Bacia do Rovuma. A referida Área encontra-se localizada na parte norte da Província de Cabo Delgado, em águas rasas à muito profunda. O Contrato de Concessão de áreas para Pesquisa e Produção de Hidrocarbonetos (CCPP) foi assinado a 20 de Dezembro de 2006 e com a data efectiva a partir de 1 de Fevereiro de 2007.
Estimativa mediana de 43 tcf (triliões de pés cúbicos) de gás.
4 Reservatórios Transzonais:
Estimativa mediana de 3,4 (triliões de pés cúbicos) Tcf de gás natural.
Estimativa mediana de 8,4 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural
Os Reservatórios do são do Paleoceno.
Área de Descoberta Tubarão Tigre (1254 km2), tem 3 reservatórios do Cretáceo (K1,K2 e K3), sendo o K2 o melhor em Orca e Tubarão-Tigre e possui uma estimativa mediana de 0.323 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural.
A avaliação técnica completa do potencial do Cretáceo na Área 1, ente as Áreas de Descoberta Tubarão Tigre e Orca, determinou que contém reservatórios pequenos, descontínuos e de baixa qualidade, e isso provavelmente apresentaria desafios significativos no fornecimento de quantidades comercias de gás. Dos três reservatórios de Cretáceo (K1,K2 e K3) avaliados, o melhor é o K2 em Orca e Tubarão-Tigre que possui recurso médio de 0.323 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural.
Esta descoberta foi feita na Área 1 pela Anadarko em 2013 através furo Orca-1, cujo reservatório é de idade do Paleoceno Médio, tendo sido subsequentemente avaliada através dos furos Manta-1, Orca-2, Orca-3 e Orca-4.
A descoberta localiza-se a cerca de 10 Km da linha da costa, 250 Km da cidade de Pemba. Este reservatório é de idade do Paleoceno Médio e não é partilhado. A estimativa média dos recursos é de cerca de 8.4 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural in situ, segundo estimativas submetidas pela Total.
O reservatório na descoberta Orca encontra-se a profundidades que variam de 4000 à 5000m abaixo do nível médio do mar, e a coluna de água de cerca de 600m à 1200m. A extensão é de cerca de 30 Km.
Esta descoberta foi feita pela Anadarko em Janeiro de 2011 através do furo Tubarão-1 e avaliada pelo furo Tubarão-2 (negativo) em 2013. A descoberta localiza-se a cerca de 25 Km da linha de costa, 50 Km do Nordeste do distrito da Mocímboa da Praia e 200 Km do Nordeste da Cidade de Pemba.
O reservatório encontra-se completamente na Área 1. A estimativa média dos recursos é de cerca de 3,4 tcf (triliões de pés cúbicos) de gás in situ.
O reservatório encontra-se a uma profundidade de 3500 a 4000 metros abaixo do nível médio das águas do mar. A coluna de água varia entre 800 e 1200 metros. A extensão da descoberta Tubarão é de cerca de 20 Km orientado de Oeste à Este.

