Inocência Estêvão Maculuve é Moçambicana, licenciada em Geologia pela Universidade Eduardo Mondlane de Moçambique (2001). Em 2003 obteve o grau de Mestrado em Geologia de Petróleos pela Universidade do Cabo, na África so sul e é pós graduada em Direito Comercial pelo ISCTE – Maputo/Lisboa dentre outras certificações ligadas a indústria petrolífera, economia e gestão.
Especialista em Recursos Minerais desde o ano de 2014, consolidou seus conhecimentos sobre as operações de pesquisa de hidrocarbonetos, aquisição, processamento e comercialização, licenciamento de dados sísmicos onshore e offshore.
Com a extinção da Direcção do Carvão e Hidrocarbonetos, em 2004, passa a integrar o quadro de pessoal do Instituto Nacional de Petróleo (INP), onde coordenou as actividades do Armazém de Carotes de Vilanculos e dirigiu o Centro Nacional de Dados de Petróleos desde o ano de 2004.
Entre os anos 2015 e 2016 integrou a Equipa Negocial do Governo, no âmbito dos Projectos de LNG das Áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma. Desde o seu enquadramento no Sector de Petróleos do MIREME contribuiu para a avaliação do potencial petrolífero das Bacias Sedimentares de Moçambique, o que concorreu para a efectivação das actuais descobertas de Gás em Moçambique, com particular destaque às descobertas da Bacia do Rovuma.
Participou nos processos de carácter técnico relativos à Revisão do Pacote Legal do Sector de Petróleo, que resultaram na Aprovação das Leis de Petróleos nomeadamente, a Lei nº 3/2001, de 21 de Fevereiro e da Lei nº 18/2014, de 21 de Agosto e respectivos regulamentos, bem como na elaboração da Estratégia de Licenciamento das Áreas de Pesquisa. Em 2016 foi indicada para proceder a instalação da Unidade de Contratos de Compra e Venda de Gás Natural Liquefeito (UCCV-LNG) do INP tendo estado na sua direcção. Desde 2022, ocupa a posição de Administradora do Pelouro de Desenvolvimento Institucional e Empresarial no INP.
Na sequência do 2º concurso público para a concessão de áreas para pesquisa e produção de hidrocarbonetos, às companhias Anadarko Mozambique Area 1 e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, foi-lhes adjudicada a Área 1 em ambiente offshore da Bacia do Rovuma. A referida Área encontra-se localizada na parte norte da Província de Cabo Delgado, em águas rasas à muito profunda. O Contrato de Concessão de áreas para Pesquisa e Produção de Hidrocarbonetos (CCPP) foi assinado a 20 de Dezembro de 2006 e com a data efectiva a partir de 1 de Fevereiro de 2007.
Estimativa mediana de 43 tcf (triliões de pés cúbicos) de gás.
4 Reservatórios Transzonais:
Estimativa mediana de 3,4 (triliões de pés cúbicos) Tcf de gás natural.
Estimativa mediana de 8,4 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural
Os Reservatórios do são do Paleoceno.
Área de Descoberta Tubarão Tigre (1254 km2), tem 3 reservatórios do Cretáceo (K1,K2 e K3), sendo o K2 o melhor em Orca e Tubarão-Tigre e possui uma estimativa mediana de 0.323 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural.
A avaliação técnica completa do potencial do Cretáceo na Área 1, ente as Áreas de Descoberta Tubarão Tigre e Orca, determinou que contém reservatórios pequenos, descontínuos e de baixa qualidade, e isso provavelmente apresentaria desafios significativos no fornecimento de quantidades comercias de gás. Dos três reservatórios de Cretáceo (K1,K2 e K3) avaliados, o melhor é o K2 em Orca e Tubarão-Tigre que possui recurso médio de 0.323 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural.
Esta descoberta foi feita na Área 1 pela Anadarko em 2013 através furo Orca-1, cujo reservatório é de idade do Paleoceno Médio, tendo sido subsequentemente avaliada através dos furos Manta-1, Orca-2, Orca-3 e Orca-4.
A descoberta localiza-se a cerca de 10 Km da linha da costa, 250 Km da cidade de Pemba. Este reservatório é de idade do Paleoceno Médio e não é partilhado. A estimativa média dos recursos é de cerca de 8.4 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural in situ, segundo estimativas submetidas pela Total.
O reservatório na descoberta Orca encontra-se a profundidades que variam de 4000 à 5000m abaixo do nível médio do mar, e a coluna de água de cerca de 600m à 1200m. A extensão é de cerca de 30 Km.
Esta descoberta foi feita pela Anadarko em Janeiro de 2011 através do furo Tubarão-1 e avaliada pelo furo Tubarão-2 (negativo) em 2013. A descoberta localiza-se a cerca de 25 Km da linha de costa, 50 Km do Nordeste do distrito da Mocímboa da Praia e 200 Km do Nordeste da Cidade de Pemba.
O reservatório encontra-se completamente na Área 1. A estimativa média dos recursos é de cerca de 3,4 tcf (triliões de pés cúbicos) de gás in situ.
O reservatório encontra-se a uma profundidade de 3500 a 4000 metros abaixo do nível médio das águas do mar. A coluna de água varia entre 800 e 1200 metros. A extensão da descoberta Tubarão é de cerca de 20 Km orientado de Oeste à Este.

