Historial da Pesquisa de Hidrocarbonetos em Moçambique

A exploração de hidrocarbonetos em Moçambique data dos primórdios dos anos 1900 com a descoberta de Bacias Sedimentares bastante espessas na parte continental de Moçambique.

A partir dos anos 1948 diversas companhias estrangeiras escalam Moçambique tendo começado a levar a cabo os trabalhos de pesquisa de hidrocarbonetos principalmente nas áreas onshore (continente). Como resultado desta pesquisa, foi a Descoberta de Campo de Gás de Pande em 1961 pela companhia Gulf onde se seguiram as Descobertas de Buzi em 1962 e a Descoberta do Campo de Temane em 1967.

Devido a instabilidade política que o país viveu após a sua independência observou-se uma redução das actividades de pesquisa até os principios da década 90.

Com aprovação da lei 3/81 a pesquisa de hidrocarbonetos em Moçambique, ganhou novo ímpeto com a criação de Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), tendo nos anos subsequentes sido avaliados os Campos de Gás de Pande-Temane.

Entre os anos 1970 e 1980 apenas 6 furos de pesquisa três dos quais na parte offshore foram feitos em Moçambique.

Em 2003 a Sasol, companhia Sul Africana, levou a cabo uma intensa campanha de perfuração que incluia furos de pesquisa e produção sobre o jazigo de Pande-Temane que resultou na expansão das reservas e descoberta do campo de Gás de Inhassoro perfazendo em total de 5.504 trilhões de pés cúbicos.

A partir do ano 2010, Moçambique virava a sua página no que diz respeito à pesquisa de hidrocarbonetos, pois começam as primeiras descobertas de gás na Bacia do Rovuma através da companhia Americana Anadarko e posteriormente pela empresa Italiana ENI, cujos recursos estão actualmente na ordem dos 180Tpc (trilhões de pés cúbicos de gás) e colocaram Moçambique na lista dos maiores produtores de Gás no Mundo.