Projecto FLNG Coral Sul

No âmbito do Contrato de Concessão para Pesquisa e Produção de Petróleo, as concessionárias da Área 4 da Bacia do Rovuma, descobriram 77 triliões de pés cúbicos (Tcf) de gás natural. Tendo em vista adicionar valor a esse recurso, as referidas concessionárias submeteram ao Governo o Plano de Desenvolvimento, que foi aprovado em Fevereiro de 2016, para implementar o projecto de produção de gás natural liquefeito através de uma plataforma flutuante.

Num investimento total de 7 biliões de dólares norte americanos, o Projecto Coral Sul FLNG prevê:

  • A Concepção de uma unidade flutuante de liquefação de gás natural (Floating LNG) a ser instalada no mar com capacidade para produzir 3.37 MTPA (milhões de toneladas por ano), usando os recursos provenientes do reservatório isolado Coral Sul com potencial de recurso de cerca de 15.7 TCF’s;
  • A execução de 6 furos de produção de gás;
  • A geração de lucros directos na ordem de UDS 39.1 biliões dos quais cerca de USD 19.3 biliões para o Estado durante 25 anos, resultantes de Impostos (IPP e IRPC), bónus, taxas e da partilha do petróleo-lucro

 

A Decisão Final de Investimento foi anunciada a 01 de Junho de 2017 e a campanha de perfuração dos 6 furos que irão corporizar o projecto, na área 4 da Bacia do Rovuma, iniciou em Setembro de 2019. Contudo, devido à eclosão da pandemia causada pelo COVID 19 e, em consequência, a imposição de medidas para conter o alastramento da doença, as concessionárias da Área 4 solicitaram ao Governo a reprogramação das actividades de perfuração e completação da montagem dos sistemas de produção de gás para 2021. não obstante esta reprogramação de actividades, o início da primeira produção e exportação do gás natural está prevista para 2022.

 

A construção da unidade flutuante iniciou no primeiro trimestre de 2018 e está a ser executada pelo consórcio Technip FMC, JGC e Samsung Heavy Industries (TJS) nos estaleiros da Samsung Heavy Industry, na Coreia do Sul. As demais componentes da plataforma estão a ser construídas em diferentes partes do mundo, entre elas, Singapura, França, Estados Unidos da América e Itália. Neste momento, decorre a integração ao casco da plataforma das infraestruturas superiores, compostas por doze módulos de processamento.

 

São concessionárias da Área 4 da Bacia do Rovuma a Mozambique Rovuma Venture (MRV) S.p.A. que é uma Joint Venture co-propriedade da Eni, ExxonMobil e CNODC (70%), a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos E.P. (10%), a Galp Energia Rovuma B.V. (10%) e a KOGAS Moçambique Ltd. (10%).